Barbeiro transforma homem que vive há 20 anos nas ruas e procura família

Na conversa com o barbeiro, o homem revelou que sonha em voltar para sua família


O barbeiro Alexandre Brehmer (foto acima com tatuagens), de 29 anos, deu uma transformação de presente de aniversário a um outro homem, que vive há 20 anos nas ruas e sonha em reencontrar a família.

Peterson vive na região metropolitana de Curitiba, no Paraná. Ele completou 40 anos no dia 2 de setembro e desde a semana passada está desfilando com o novo visual, todo feliz.

O homem contou ao barbeiro que tem 11 irmãos: 10 moram em Itú, no interior de São Paulo e um, Fabrício, mora em Araucária, no Paraná.

Ele disse que saiu de casa por volta do ano 2000, após brigas com seu Dirceu, o pai de sangue – já falecido – que não aceitava a profissão de Peterson. Ele trabalhava como garçom e chapeiro.

Arrependido pelo pai ter morrido sem que os dois pudessem se acertar, Peterson falou que se pudesse “voltaria no tempo para pedir perdão ao pai”.

Sonho

Na conversa com o barbeiro, Peterson revelou que sonha “em voltar para sua família, se estabilizar, trabalhar, ter uma vida normal e parar com as drogas, incluindo do álcool”.

Hoje ele se abriga na cancha do colégio Júlio Szymanski, em Araucária, no Paraná, perto da Bávaros Barbearia, onde Alexandre trabalha.


A transformação

Depois da conversa e do café com Alexandre Brehmer, Peterson pôde se olhar novamente no espelho e enxergar um homem que não via há muito tempo.

Todo arrumado, com a barba feita, cabelo cortado e topete pra cima, ele recuperou a autoestima que andava perdida.

“Tô me sentindo o cara. Autoestima lá em cima”, comemorou.

Ele agradeceu pelo presente.

A ajuda

Perguntamos ao barbeiro por que ele faz essas transformações e ele respondeu:

“Ajudei porque curto mesmo. Me sinto bem, feliz, mais leve assim. Já precisei de ajuda e sei como é bem vinda qualquer ajuda. E saber que tem pessoas com quem possa contar. Acabo que me sinto na pele de quem está ali”, afirmou em entrevista ao SóNotíciaBoa.

“Sempre que aparece alguém assim, e se for dia de semana [com movimento menor], eu ajudo. E o Peterson fazia tempo já que queria ajudar”, concluiu Alexandre Brehmer.

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