Chefão do Comando Vermelho no bairro Bom Jardim em Fortaleza é transferido para presídio federal

O líder do CV no Bom Jardim estava recolhido na Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba, onde cumpria 19 anos de prisão


As autoridades identificaram os presos líderes de facções que estão por trás da série de ataques criminosos e pretendem transferi-los o quanto antes. O primeiro detento a ser enviado a um presídio federal de segurança máxima e o único até o momento é Antônio Edinaldo Cardoso de Sousa, o ‘Naldinho’ ou ‘Tio Chico’, apontado pela Polícia como o líder do Comando Vermelho (CV) no Grande Bom Jardim, em Fortaleza.

Em reportagem o Jornal Diário do Nordeste apurou com com uma fonte ligada às investigações, que a transferência de ‘Naldinho’ foi mais célere porque a Justiça Estadual já tinha determinado o recambiamento em outro processo, que ele responde por homicídio. Ele chegou à Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, na última segunda-feira (7). 

Outras 20 lideranças do crime organizado no Ceará aguardam a decisão judicial e a análise do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) para também serem enviados para outros estados. Eles são chefes do CV, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e dos Guardiões do Estado (GDE).

O líder do CV no Bom Jardim estava recolhido na Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba, onde cumpria 19 anos de prisão; e a sua transferência foi definida em 17 de dezembro de 2018, pela 3ª Vara do Júri do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). O magistrado justificou que a medida era de interesse da Segurança Pública do Estado e determinou a inserção do interno no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

Mesmo preso e com a transferência definida, ‘Naldinho’ teria dado ordens de dentro do sistema penitenciário para que ‘soldados’ do seu grupo criminoso atacassem veículos e prédios públicos na Capital. Um dos ônibus alvos dos criminosos foi incendiado justamente no Bom Jardim, na Rua Oscar Araripe, na madrugada da última sexta-feira (4).

O Estado já contabiliza mais de 180 ações criminosas, em sete dias. Em contrapartida, a Polícia prendeu 170 suspeitos. A principal motivação para a onda de ataques seria uma declaração do titular da Secretaria da Administração Penitenciária (Seap), Luís Mauro Albuquerque, de que vai acabar com a separação das facções por presídios – o que revoltou as lideranças criminosas. [Portal DM com informações do Diário do Nordeste]

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