Funcionários são presos por suspeita de envolvimento na execução do empresário milhaense em São Paulo

Um dos funcionários, de 19 anos, e o colega de trabalho, outro rapaz de 20 anos, tiveram a prisão temporária decretada.

A Delegacia de Homicídios de Mogi das Cruzes prendeu dois suspeitos de matar um comerciante, nesta última segunda-feira (11), em Itaquaquecetuba, no começo desse mês. Segundo a Polícia, os dois eram funcionários da vítima e confessaram o crime. A polícia investiga qual foi a motivação do crime, mas acredita em vingança ou inveja

Um dos funcionários, de 19 anos, e o colega de trabalho, outro rapaz de 20 anos, tiveram a prisão temporária decretada. Para a polícia eles são os principais suspeitos da morte do comerciante de 50 anos. Um deles foi baleado quatro dias depois do assassinato, quando começava o expediente em uma das lojas da vítima. Câmeras de segurança registraram a ação do atirador, que disparou três vezes contra a vítima e fugiu. 

O funcionário baleado é o suspeito de 20 anos, que teve a prisão decretada e que segue internado no Hospital Luzia de Pinho Melo sob escolta policial. 

De acordo com delegado Rubens Ângelo (foto abaixo), ele é suspeito de ter disparado contra o patrão. Um fio vermelho encontrado dentro do carro da vítima foi uma das provas que fizeram a polícia chegar até os suspeitos. Durante a investigação, o delegado diz que o mesmo fio foi encontrado no galpão do comerciante, onde, segundo testemunhas, a vítima tinha ido com dois funcionários pela última vez antes de ser encontrado morto. 

Delegado do caso.

“Em sua confissão ele conta com riquezas de detalhes a crueldade de toda a prática criminosa, desde o momento quando eles chegaram com o veículo no interior do galpão, onde um deles sacou uma pistola e dominou a vítima, levando-a até um cômodo do balcão. Dentro desse galpão, eles acharam um fio de energia, igualmente ao encontrado no local do crime, e amarrou os pés e as mãos da vítima.” 

Os dois acusados pela morte - Foto G1 da Globo

Além disso, uma contradição no depoimento no funcionário de 19 anos foi decisiva pra polícia. “Quando ouvimos o depoimento do indiciado, a principio, ele disse que era o amigo quem conduzia o veículo. Porém, o comerciante não deixava outras pessoas dirigirem o carro dele. Nisso nós fomos questionando e ele realmente acabou confessando a prática do crime.”

Ainda de acordo com delegado, os suspeitos não revelaram o motivo que levou ao assassinato do comerciante. “A motivação do crime não está clara, mas nós deduzimos que seja uma possível vingança ou inveja”, completa. 

O suspeito baleado continua no hospital, mas já está no quarto.

De acordo com o boletim de ocorrência, o corpo da vítima estava na beira da estrada, perto do carro que dirigia, com 14 marcas de tiros. A carteira com documentos, dois celulares e R$ 252 foram encontrados com a vítima e entregues à família. 

O comerciante era dono de três lojas populares que vendem produtos a partir de R$ 1.

Com informações do Portal G1 - Mogi das Cruzes

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