Policiais brasileiros e suíços prendem acusados de tráfico de cocaína

As investigações começaram em 2010, depois da apreensão de 1,3 tonelada de cocaína na Alemanha.

Numa ação controlada de âmbito internacional, policiais brasileiros e suíços prenderam na segunda-feira, 29, cinco pessoas e fizeram buscas em endereços vinculados aos suspeitos em três cidades da Suíça, em duas no Brasil (o Rio de Janeiro e Brasília) e diligências adicionais em mais quatro outros países. Na chamada Operação Burnout, procuradores e policiais brasileiros e suíços investigam uma quadrilha suspeita de tráfico de cocaína e lavagem de dinheiro. 

As investigações começaram em 2010, depois da apreensão de 1,3 tonelada de cocaína na Alemanha. A partir da análise das primeiras informações sobre a organização envolvida com a droga, procuradores e policiais chegaram a uma estrutura de remessas de dinheiro com base na Suíça. Entre os supostos envolvidos na trama estaria um casal de brasileiros. A partir desta base, "foram transferidas quantias milionárias para outros países", disse ao GLOBO um dos responsáveis pela investigação.

Policiais prenderam os suspeitos e fizeram as buscas ontem, mas só hoje o resultado deverá ser divulgado oficialmente. As ações controladas da Burnout começaram ano passado. Investigadores descobriram os crimes, mas deixaram os criminosos agirem livremente. Só decidiram intervir quando as provas colhidas já eram suficientes para sustentar uma acusação formal contra toda a estrutura envolvida no tráfico e na lavagem de dinheiro. 


"Trata-se da primeira ação controlada transnacional passiva executada no Brasil, que foi planejada e realizada pelos procuradores Vladimir Aras e Carlos Bruno Ferreira da Silva, da Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) da Procuradoria-Geral da República, Daniel Salgado e Victor Veggi da Secretaria de Pesquisa e Análise (SPEA) da PGR e Igor Nery Figueiredo, da Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF). A vertente brasileira da apuração teve início em junho de 2016, a partir de pedido da Procuradoria do Cantão de Zurique. As medidas de cooperação tiveram apoio da adidância policial suíça em Brasília", diz um dos relatórios da ação.

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